segunda-feira, dezembro 04, 2006

As polémicas do referendo...

O Presidente da República marcou a data de realização do Referendo Nacional para o próximo dia 11 de Fevereiro de 2007.
Os cidadãos eleitores recenseados no território nacional irão pronunciar-se sobre a seguinte questão:
«Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?».

Resolução da Assembleia da República 54-A/2006, 20 Outubro
Acordão nº 617/2006 do Tribunal Constitucional

Comunicação ao País do Presidente da República relativa ao referendo sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez

"Cavaco Silva cumpriu o prometido na campanha eleitoral anunciando na quarta-feira passada que convocaria o referendo sobre o aborto para 11 de Fevereiro de 2006. Este anúncio foi feito no seguimento da aprovação pelo Tribunal Constitucional da pergunta tal como ela vai ser formulada aos portugueses, nomeadamente se concordam com a interrupção voluntária da gravidez até às dez semanas num estabelecimento de saúde por livre vontade da mulher. Esta pergunta encerra pelo menos quatro polémicas que poderão ser cruciais na decisão dos portugueses. Em primeiro lugar, discute-se a despenalização do aborto. Desde o último referendo sobre o mesmo tema, realizado em 1998, temos assistido a alguns casos mediáticos de julgamento de mulheres. Neste aspecto da questão reside o maior apoio ao "sim". Existirá um alargado consenso de que julgar e condenar mulheres em tribunal depois de terem realizado um aborto é errado. Em segundo lugar, discute-se a questão sobre quando é que um feto se torna um ser humano. Ao propor que a mulher tem soberania sobre a vida que tem dentro de si até às dez semanas, a pergunta remete para questões éticas e filosóficas sobre o início de um ser humano, tema que dá azo a explicações religiosas, já que os critérios científicos não conseguem dar resposta cabal a esta questão. Aqui joga-se a cartada mais forte do "não" ao referendo. A terceira polémica que a pergunta encerra e a que os portugueses vão ter que responder é a questão do papel do Estado neste assunto. A proposta do PS é que seja o Estado a financiar as interrupções voluntárias da gravidez. Esta cláusula parece importante para evitar que as mulheres com menores rendimentos continuem nas mãos de pessoas sem escrúpulos nem condições sanitárias para levar a cabo a realização de um aborto. No entanto, também aqui há acesos debates. Já li e ouvi comentários de partidários da despenalização mostrarem o seu repúdio pelo facto de serem os contribuintes do Estado português a arcarem com esta responsabilidade. Devemos promover um Estado providencial que "resolve" todos os problemas ou responsabilizar quem teve maturidade suficiente para engravidar? A quarta polémica que esta pergunta encerra reside no facto de o aborto ser realizado livremente a pedido da mulher. Esta expressão abre uma porta para que se advogue que, com a vitória do "sim", o aborto passa a estar liberalizado, isto é, transforma-se em mais uma forma de contracepção que pode passar a ser usada indiscriminadamente pela mulher. A partir de agora todos tentarão moldar eficazmente o discurso dos meios de comunicação sobre o tema, puxando a análise para a polémica que mais favoreça a sua opinião. Com a relativa descoordenação e falta de unidade dos partidos e a multiplicidade dos movimentos associativos, as probabilidades de que o debate se faça estrategicamente diminui. E a de que sejam grupos mais radicais de ambos os lados a tomar conta do discurso público aumenta. O resultado desta radicalização poderá ser um alheamento e consequente abstenção da população em geral. Daí que seja fundamental o empenho dos partidos na campanha por forma a garantir a estruturação do debate. Não teria sido possível aos autores da pergunta formular uma questão que abrisse menos polémicas e valorizasse mais a questão da despenalização? De facto, para que o "sim" ganhe será necessário que o debate se faça em torno desta questão. Apesar de tudo, existem razões objectivas para que assim seja. No dia seguinte ao referendo, se o "sim" ganhar haverá um efeito directo sobre o processo penal em Portugal: deixarão de ser julgadas mulheres em tribunal. Essa é uma certeza. Já os efeitos sobre o aborto em si resultantes de uma vitória do "sim" não são certos. Estes não dependem essencialmente da legislação, mas sim de uma série de complexas circunstâncias sociais, económicas, físicas e psíquicas em que a mulher se encontra.
Se o ser humano começa a partir da concepção, os partidários do "não" deverão assumir-se contra o aborto em qualquer circunstância, incluindo a violação e outros casos extremos. Nos Estados Unidos, tem-se verificado não haver um apoio maioritário entre a população em geral a esse posicionamento, embora haja muitos eleitores contra o aborto nas fases mais tardias da gravidez. A ser assim também em Portugal, isso significaria que afinal o que divide a maioria dos portugueses não é o sim ou o não à intervenção voluntária da gravidez, mas em que condições esta deve ser realizada, o que também pode levar a concordar com a despenalização."
Marina Costa Lobo

FANCISCO SÁ CARNEIRO, DEZEMBRO 4, 1980

terça-feira, novembro 28, 2006

Pai Natal vs. Menino Jesus

Agora que se aproxima a quadra natalícia... e relembrando os bons velhos tempos do humor nacional

Um passo em frente...

Um passo em frente
Estão criadas, no contexto nacional e internacional actual, as condições adequadas para que o futebol e, em especial, o sector da arbitragem dêem um passo em frente.
Os sucessivos casos judiciais que se vão despoletando e consigo arrastando o dirigismo nacional, fazem com que o clima de suspeição se adense e comece a reinar a desconfiança entre os vários agentes. Face a este panorama de relativa insegurança, todos concordam que deverá haver maior transparência e que todos os intervenientes devem ter uma conduta mais profissional (uns têm-na apesar de não terem estatuto e outros com estatuto de profissional mais parecem ter atitudes de verdadeiro amadorismo).
Sendo que é óbvio que os árbitros deverão ter mais e melhores condições de aprendizagem e evolução, nomeadamente, na aposta forte na formação de novos quadros devidamente qualificados para o exercício da arbitragem e no acompanhamento e formação contínua, extremamente importante nos dias de hoje.
Mas também os árbitros devem ser promotores deste clima de transparência que se pretende para o futebol nacional. As equipas de arbitragem não devem ter pejo em assumir os seus erros e essa é, na minha opinião, uma mudança de mentalidade que é premente verificar-se no nosso futebol. Os adeptos devem ter maior tolerância e compreensão (leia-se respeito) em relação aos árbitros de forma a que estes naturalmente possam poder explicar as suas condutas sem receio de represálias.
O futebol precisa que todos os intervenientes assumam a vontade determinada de contribuírem para o incremento de qualidade que a modalidade carece no nosso país. in Sítio da APAF

Actividade Regional... Clã 13 em movimento

O Quo Vadis?!?... sempre teve como objectivo fundamental o caminheirismo interior.
Primeiro porque o interior do País começou por estar arredado da verdadeira essência do que era ser caminheiro, ou o que era um clã.... Há uns anos atrás só os corajosos seguiam para actividades noutras regiões ou a nível nacional (Acampamentos Nacionais, Rover’s, Erc’s, etc...). Quando lá chegavam viam uma realidade que não era a deles. Faltava uma dinâmica Nacional, faltava termos as pessoas que faziam as místicas, as simbologias, a organização e outra papelada que ninguém lia... O caminheirismo era aquilo que cada um quisesse que fosse... E, nalguns casos, nem era nada mau!
No interior da Região de Coimbra começaram a surgir dirigentes e caminheiros com uma nova(?) perspectiva da “coisa”! Ao abrirem a actividade “Jambeiras” à Região de Viseu, o “bichinho” de uma nova maneira de viver o caminheirismo começou a encontrar adeptos nos clãs desta Região... O ponto de viragem, no que diz respeito ao Quo Vadis?!?... e aos membros do Clã de Canas de Senhorim, na altura, foi o ERC de Arganil! No final da actividade, na avaliação, muitos participantes perguntaram-nos:
Quando é que vocês deixam de ser sanguessugas de Coimbra e passam também a dar um pouco do vosso sangue?
Apesar de ser uma afirmação um pouco vampiresca, eles estavam cobertos de razão!
Era chegada a altura de pormos mãos à obra! Num momento de loucura, a decisão tomou-se: Quo Vadis?!?... seja!
Lá fomos nós pedir aos amigos de Coimbra que nos ajudassem neste devaneio... E ajudaram! Depois ajudamos nós... As Regiões de Viseu e Coimbra uniram-se em ERC’s, actividades, discussões e jantares... O Quo Vadis?!?... ia recolhendo o suco para depois pôr à disposição de todos! Pessoas há que participaram em todos encontros. Que, já depois de saírem do movimento, apareciam sempre para dar o que ainda tinham!
No princípio tivemos uma crise existencial, o Quo Vadis?!?... não era um Rover, não era um acampamento, não era um ERC, etc... Fica um ETC (Encontro Temático de Caminheiros), e surgiu um novo tipo de actividade...
Bragança, Algarve, Braga, Portalegre e Castelo Branco, Aveiro, Lamego, Porto, Guarda, Lisboa, Setúbal, Santarém, Vila Real, Évora, Beja e até Açores, para além de Coimbra e Viseu, foram regiões que já estiveram representadas nas 8 edições anteriores....
É esta a primeira estória do caminheirismo interior (caminheirismo no interior do País). A Segunda, é mais complicada de contar. Falo-vos do caminheirismo no interior de nós, um caminheirismo que olha em primeiro lugar ao indivíduo, que constrói o verdadeiro caminheiro para poder servir! Antigamente viam-se os caminheiros como uma força de trabalho do movimento, o seu lema era (e é) Servir, mas um Servir no pior sentido da palavra!
O Homem-Novo ou o PPV vieram, mais tarde, dar sentido a esta ideia... e ainda bem!
Outra “Quo Ideia” é considerar que os “Fogos de Concelho”, tal como estão concebidos, não têm razão de ser neste tipo de actividade... Pode ser que estejamos enganados, mas a experiência reforça a nossa maneira de pensar!
Não quero falar em nomes mas temos, e teremos de agradecer para todo o sempre a todos as pessoas que passaram pelos departamentos da Quarta das Regiões de Coimbra e Viseu, a todo o Agrupamento 0604 e a todos os dirigentes e Caminheiros que duma forma individual apoiaram a ideia... Mas, não podemos esquecer o Clã de Canas de Senhorim e dos seus elementos, esses sim, verdadeiros obreiros do Quo Vadis?!?...

Palco da Glória...

Pedro Moreira wrote: Aí está o palco de todas as glórias! Foi uma pena não terem avisado o Srº Cunha que o fotógrafo ía lá neste dia. O homem podia ter marcado o campo! by Pedro Moreira

Sem papas na língua...

Saldanha Sanches em entrevista
Ministro da Justiça é um desastre
Saldanha Sanches, fiscalista, conhecido por alertar sucessivamente para o crescimento da corrupção, designadamente no futebol e nas autarquias, considera que não há vontade política para combater este tipo de criminalidade e critica as desculpas de falta de meios frequentemente invocadas pelo Ministério Público. Na semana em que José Veiga foi constituído arguido no caso da transferência de João Pinto, o fiscalista reitera que toda a cautela da PJ e do Fisco nesta matéria é pouca e volta a manifestar-se a favor do fim do sigilo bancário.
«– Como vê as medidas tomadas pelo ministro da Justiça, Alberto Costa? – O ministro da Justiça tem sido um desastre e tem aceitado sucessivas desconsiderações por parte do Governo, desde o Pacto da Justiça, assinado à margem, até à reunião do primeiro-ministro com o procurador-geral da República e o ministro das Finanças. – O que pensa da actuação do primeiro-ministro no sector da Justiça? – Não tem vontade nenhuma de resolver os problemas da Justiça e parece não gostar muito de tribunais.» in CM 26.11.06

Eleições na Associação...

Na maior associação académica do país;
Sete listas disputam os corpos sociais da Associação Académica de Coimbra
Sete listas disputam, hoje e amanhã, as eleições para os corpos sociais da Associação Académica de Coimbra (AAC), a maior do País, depois de uma semana de campanha sem incidentes, disse fonte da comissão eleitoral.A votação nas mais concorridas eleições dos últimos anos, inicia-se hoje, pelas 09h00, nas faculdades e departamentos da Universidade de Coimbra, abran gendo um universo de cerca de 22 mil estudantes. As urnas encerram às 18h00 naqueles locais, reabrindo no período da noite (das 21h00 às 24h00) no edifício-sede da Associação Académica de Coimbra.Ao lugar do actual presidente da Direcção-Geral, Fernando Gonçalves, que cumpriu dois mandatos à frente da AAC, concorrem sete candidatos, entre os quais uma única mulher, Joana Silva, aluna do 4º ano de Medicina (lista T).Igualmente de Medicina mas do 5º ano, é oriundo Pedro Cunha, candidato da lista V, enquanto que Paulo Fernandes, finalista do curso de Farmácia, encabeça a lista D.Dois candidatos - Carlos Carvalho (lista W) e Álvaro Baldaia, (lista K) - estudam na Faculdade de Economia. O rol fica completo com Ricardo Reis, estudante de Engenharia Civil (lista R) e João Lopes, da lista N.As listas V e D estiveram envolvidas num "episódio", ainda antes da campanha eleitoral arrancar, ao serem penalizadas com 24 horas de "suspensão" por alegadamente terem antecipado as actividades de propaganda."Foram suspensas durante 24 horas por ter sido considerado que começaram [a campanha] primeiro do que os outros" disse Nuno Sequeira, presidente da Com issão Eleitoral.Já sobre o período de campanha, que decorreu durante uma semana e termi nou segunda-feira, aquele responsável disse que não se verificaram incidentes.Caso nenhum dos candidatos consiga obter, à primeira volta, mais de 50 por cento dos votos, a segunda volta das eleições decorrerá a 5 e 6 de Dezembro. in Agência Lusa

Distrital Leiria com nova cara..

Na semana pasada, realizou-se o acto eleitoral que renovou a estrutura distrital da JSD. Uma equipa dinâmica que tem todas as condições para realizar um bom trabalho no próximo biénio. (aqui) Novo Sítio da Jota

CE diz que nvestir em Portugal não é rentável

Obrigadinho mas o panorama não é animador...
Estudo da Comissão Europeia diz que o retorno é o mais baixo da Europa.
Portugal é o país da Europa onde investir é menos rentável, segundo um estudo da Comissão Europeia. É o prior cenário para o investimento em Portugal dos últimos 20 anos.
O retorno do dinheiro que se aplica na economia nacional é nesta altura o mais baixo da Europa. Em 2006, por cada euro investido o retorno é, em média, de 7,5 por cento.
Um número que se torna mais negro quando comparado com os concorrentes de Portugal: a taxa retorno de investimento em Espanha quase que chega aos 10 por cento e na Irlanda está nos 14 por cento.
Os analistas dizem que estes dados da Comissão Europeia explicam por que é que a economia nacional pode estrangular a médio prazo. A recuperação do investimento não aparece, apesar do crescimento das exportações.
Este ano o investimento empresarial caiu 1,7 por cento e as aplicações públicas não vão por um caminho muito melhor. in Sic Noticias

Guarda faz 807 anos

1199 Novembro, 27, Coimbra – D. Sancho I concede foral à cidade da Guarda, em confirmação de D. Afonso II de Santarém, Dezembro de 1217 (tradução portuguesa).

Transcrição de Maria Helena da Cruz Coelho
TT – Núcleo Antigo, n.º 398 (antiga cota, Forais Antigos, M. 6, n.º 4), fls. 41-43v, cópia do século XV.
Publ.: a) Collecção de Inéditos da História Portugueza..., Lisboa, Academia Real das Ciências, 1824, t. V, n.º 2, pp. 399-405; b) Portugaliae Monumenta Historica, vol. 2: Leges et Consuetudines, Lisboa, 1856-1868, pp. 508-512; c) ALMEIDA, Maria Luísa Alves Ferreira de, Foral e foros da Guarda. Edição e estudo linguístico do manuscrito português, Centro de Viseu da Universidade Católica Portuguesa, 1992, policopiado, pp. 34-45.

Página do Foral

[fl.41r]«En no nome do Padre e do Filho e do Spiritu Sancto amen. Esta e a carta do foro a qual encomendey seer eu don Sancho pelha graça de Deus rey de Portugal ensembra com meu filho rey don Alfonso eos outros fillos emas fillas a vos pobradores da cidade da Guarda assi os que ora sum come aos que an de viir. En primeyramente outorgamos a vos que non dedes por omizyo senon CCC soldos en apreçadura e destes CCC soldos dedes VII ao paaço per concelho e per maao de juiz e en alguum peyto ou en alg?a comya non entre meu meyrinho senon juiz de vosso concelho. La terça parte de vosso concello faça fossado e as outras duas partes sten en vossa cidade. E da outra terça que dever fazer fossado aquel que y non for peyte pro fossadura V soldos en apreçadura. E non façades fossado senon com vosso senor una vez no ano senon for per vosso plazer. E cleyrigos e peoes non façan fossado. E non entre y manadeyro nen mande alguum homen da Guarda. E quen no termyo da Guarda roubar filla alhea contra sa voontade peyte ao paaçoo CCC soldos e seja pro omizya. Se alguu antre vos en mercado ou en eygreja ou en concello preguado ferir seu vizinho peyte LX soldos ao concelho seja ende septima do paaço per mao do juiz e as outras duas partes parta com o juiz per meo. E de cada huu forto o senor do forto receba seu cabo.
Aquel que casa fezer ou vinha ou as herdade onrrar e per I ano en ella sever se depoys en outra terra morar quiser serva a el toda sa herdade u quer que morar. E se as quiser vender venda a quem quiser per foro de vossa cidade.
Os omees da Guarda que deverem aver juyzo ou aviinça com outros homees doutras terras ajan no en cabeça»

Mario Cezariny, 1923-2006


Raio de Luz

Burgueses somos nós todos
ou ainda menos.
Burgueses somos nós todos
desde pequanos.

Burgueses somos nós todos
ó literatos.
Burgueses somos nós todos
ratos e gatos

Burgueses somos nós todos
por nossas mãos.
Burgueses somos nós todos
que horror irmãos.

Burgueses somos nós todos
ou ainda menos.
Burgueses somos nós todos
desde pequenos.

sexta-feira, novembro 24, 2006

O maior orgasmo do mundo...

«Este orgasmo tem regras e exige sintonia e entrega total, não só com o parceiro escolhido mas com o mundo em geral.
O fim da guerra e de todos os conflitos mundiais pode ser, afinal, mais fácil de alcançar do que se pensa. Falhadas que foram muitas negociações diplomáticas, o caminho para a Paz passa, calcule-se, pelo prazer. E é partindo desta premissa que uma Organização Não Governamental lança ao mundo um desafio que tem tanto de insólito como de nobre: um Orgasmo Global Sincronizado pela Paz.
E dada a dimensão da causa, este orgasmo tem regras e exige (mais do que todos os outros) sintonia e entrega total, não só com o parceiro escolhido mas com o mundo em geral.
O objectivo da Global Orgasm (ver link para a organização no final deste texto) é conseguir que no próximo dia 22 de Dezembro o maior número de pessoas tenha um orgasmo ao mesmo tempo, concentrando (durante e depois) a sua energia para pensamentos positivos a favor da Paz e do fim dos conflitos mundiais.
Na sua declaração de missão, a organização faz saber que “a combinação da alta energia orgasmica, com uma vontade intensa, tem um efeito maior do que a meditação e as orações em massa”. Tudo porque este orgasmo colectivo (se a participação for a que se espera) será capaz de injectar elevadíssimos níveis de energia positiva no campo magnético da terra. O resultado directo: a redução dos níveis violência no mundo.
Data não foi escolhida ao acaso
E para que tudo corra bem, nem a data é escolhida ao acaso. O dia 22 de Dezembro representa o solstício de Inverno, que no calendário Maia significa um «recomeço». A organização explica que esta iniciativa é à escala mundial, mas apela à especial participação dos residentes em países com armas de destruição massiva ou onde se vivam situações de conflito. Mas esclarece que o mundo inteiro é bem vindo a esta causa.
Para facilitar a sincronização deste Orgasmo Global pela Paz, a organização coloca na sua página na Internet um relógio com a contagem decrescente para o grande momento.
Por isso, quem quiser contribuir para a paz no mundo pode fazê-lo. Com quem quiser, onde entender, no momento em que estiver sintonizado, mas com toda a energia.» in Expresso

Comunicado da administração

Comunicado da administração do blog:
Escrever num blog é algo de desafiante, nomeadamente quando alguém assume que o faz. Logo para começar, todos sabem quem eu sou mas eu não faço a minima ideia de quem vê, de quem está desse lado, logo por aí esta não é uma relação de igual para igual.
Esta nova era é importante para todos porque é um meio facilitador de comunicação, importante é que seja visto de uma forma responsável por todos e que assumamos o respeito pelo direito de opinião e pela liberdade de expressão.

Comecei esta brincadeira da entrada no mundo da "blogosfera" por desafio, por cá me tenho mantido e confesso-vos que até gosto de cá andar. Mas, porque é preciso irmos fazendo algumas mudanças à medida que vamos evoluindo, eis que o blog vai ter novas regras.
Assim, agora que este pequeno espaço e com uma divulgação reduzida ultrapassou os 10000 visitantes eis que está na altura de alterar algumas coisas.
Nesse sentido, a administração deste blog, depois de demorada reunião e de prolongadas conversações, decidiu dotar este espaço de uma periodicidade semanal, isto é, "O Sítio do Pimpas" sairá nos ecrans dos vossos computadores todas as semanas. Para além desta actualização semanal ordinária, a administração d' "O Sítio do Pimpas" reserva-se ao direito de proceder a actualizações extraordinárias sempre que a circunstância o justifique.
Certo que continuaremos a contar com a sua colaboração, despeço-me com as mais cordiais saudações.

Nova Lei de Bases do Desporto em discussão

«Federações desportivas e ligas profissionais: que coabitação?» e «Justiça desportiva: que sentido e que limites?». Eis os dois temas, de incontestável actualidade, que irão ser analisados e discutidos no próximo sábado, na Faculdade de Direito de Coimbra, num colóquio promovido conjuntamente pelo IDET e pelo CEDIPRE.
COLÓQUIO: A NOVA LEI DE BASES DO DESPORTO
25 de Novembro de 2006

Sala 4 da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra
SESSÃO DA MANHÃ (10H00 - 13H00)
10h00 - Sessão de Abertura Prof. Doutor José de Faria Costa - Presidente do Conselho Directivo da FDUC Prof. Doutor Pedro Gonçalves - Director Executivo do CEDIPRE
1º TEMA | FEDERAÇÕES DESPORTIVAS E LIGAS PROFISSIONAIS: QUE COABITAÇÃO?
Moderador: Prof. Doutor João Leal Amado (Membro da Direcção do IDET) Oradores: Dr. Emanuel Medeiros (Director Geral da Associação das Ligas Europeias) Dr. Emílio Garcia Silvero (Assessor Jurídico da RFEF, Membro da Comissão de Controlo e Disciplina da UEFA) Dr. José Luís Seixas (Advogado) Dr. Luís Paulo Relógio (Assessor Jurídico da Federação Portuguesa de Futebol)
SESSÃO DA TARDE (15H00 - 18H00)
2º TEMA: JUSTIÇA DESPORTIVA: QUE SENTIDO E QUE LIMITES?
Moderador: JJ Gomes Canotilho Oradores: Dr. João Correia (Advogado) Dr. José Luís Cruz Vilaça (Advogado) Prof. Doutor José Manuel Meirim (Professor Universitário) Conselheiro Luís Pais Borges (Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal Administrativo)

Gala d'O Eco

O Jornal O ECO convida hoje Fernando Tordo para uma gala a realizar no Teatro-Cine. Num dia igualmente especial porque exibe um novo grafismo e em que estreia uma nova imagem, desejo as maiores felicidades ao Jornal e seus colaboradores, certo da importância que tem no panorama local um orgão de comunicação que faz com que as pessoas sejam mais informadas e possam ser melhor esclarecidas.

Emir Kusturica, Novembro 24, 1954

quinta-feira, novembro 23, 2006

«Hoje, dia 23, no Hotel Sheraton do Porto, pelas 21.30h teremos o 1º Debate Público. A sessão “Ser social-democrata no séc XXI: Novas causas e desafios” contará com a participação do Presidente do PSD, Dr. Luís Marques Mendes e do Presidente da Comissão de Reforma do Programa do Partido, Dr. Francisco Pinto Balsemão e com as intervenções do Dr. Pacheco Pereira e do Eng. Carlos Pimenta."»
O Programa do PSD encontra-se em fase de actualização. Criado em 1974 e revisto em 1992, chegou a hora da revisão deste documento. A comissão que preside à revisão é liderada por Pinto Balsemão que hoje nos vai proporcionar uma interessante sessão que todos poderão acompanhar aqui.

Laborinho Lúcio defende criação de tribunais municipais

«Laborinho Lúcio, ex-ministro da Justiça, diz que a matéria tratada pelos Julgados de Paz poderia ser resolvida por tribunais municipais.
Laborinho Lúcio vê com bons olhos a criação de tribunais municipais e entende que essa questão vai colocar-se «mais tarde ou mais cedo» no âmbito da responsabilização do poder local na administração da justiça.
Ao intervir numa tertúlia sobre “A Reforma da Organização Judiciária”, promovida pela República do Direito e Coimbra Editora, o antigo ministro da Justiça sublinhou que essa é uma decisão que deveria ser assumida por cada município, que apenas os deveria criar segundo as regras exigidas. Embora ressalvando que não tem uma «elaboração profunda» sobre a matéria, explicou que a esses tribunais municipais deveriam ser confiadas as decisões sobre as matérias que actualmente estão sob a alçada dos julgados de paz. De resto, enfatizou, essa questão já não é nova, tendo sido alvo de reflexão num congresso da Ordem dos Advogados realizado em 1995 no Funchal. Deixou em aberto, por outro lado, que os tribunais municipais poderiam levar à criação de duas carreiras na magistratura judicial.
Sobre a reforma do mapa judiciário, que assenta num estudo elaborado pelo Observatório Permanente da Justiça Portuguesa do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, o último ministro da República da Região Autónoma dos Açores mostra-se favorável a uma nova divisão em circunscrições mais alargadas, que deverão corresponder às delimitações territoriais utilizadas para a distribuição de fundos comunitários, as chamadas NUTT III. Apenas deixou algumas reservas quanto à gestão dessas novas unidades judiciais – a solução legislativa poderá passar pela existência de uma gestão especializada, através de um gestor profissional, nomeado por concurso pelo Conselho Superior de Magistratura e que fica colocado sob a dependência do juiz-presidente.» in DC

quarta-feira, novembro 22, 2006

Hoje outras, ver aqui. Ainda há quem diga que são convocadas pelos sindicatos dos professores... como se os estudantes não tivessem vontade própria e não pensassem por si. Compreendo esta indignação em torno das aulas de substituição (na generalidade das situações) porque é melhor não estar dentro de quatro paredes se nos metem a fazer joguinhos quando podemos estar cá fora a fazer coisas bem mais interessantes ;) eheh
As aulas de substituição até podem ter uma finalidade interessante mas deveriam ter mais organização e preparação, de modo a que realmente sejam um instrumento de auxílio às educação e à formação e não o contrário....